I SEMINÁRIO ENTREMÉDIUNS

MEDIUNIDADE COM QUALIDADE

Data: .29 de junho de 2008

Hora: das 08:00 às 17:30 h

Local: Escola de Saúde Pública – Av. Antônio Justa nº 3161, Meireles, Fortaleza-CE

Público-alvo: Trabalhadores da área Mediúnica e estudantes do GEM

Expositor: Liszt Rangel (jornalista pernambucano, estudante de psicologia, médium psicógrafo e escritor das seguintes obras: Entre o Ciúme e o Amor; Pensando com o Coração – A Influência das Emoções na Saúde; Um Mestre Em Minha Vida; Eu sou Yehoshu´a; O Cristianismo de Yehoshu´a). Divulgador do Projeto Manoel Philomeno de Miranda.

DESENVOLVIMENTO

1º MÓDULO: Qualidade na organização da reunião mediúnica (início: 09:00 h)

Liszt Rangel: O Projeto Manoel Philomeno de Miranda data de 1990. Manoel Philomeno, quando encarnado, trabalhou durante 25 anos na área da mediunidade. Depois, como Espírito, estudou esse tema e observou reuniões mediúnicas realizadas no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, durante mais outros 15 anos. Foram, portanto, 40 anos de preparação, para o lançamento de seu projeto, visando o aperfeiçoamento da qualidade das atividades mediúnicas. Os grupos mediúnicos têm de envidar esforços no sentido de procurarem melhorar seu trabalho e se qualificarem adequadamente. A literatura que aborda as reuniões mediúnicas é vasta, podendo-se destacar: Qualidade na Prática Mediúnica, Reuniões Mediúnicas, Vivência Mediúnica e um livro, pouco conhecido, encontrado com certa dificuldade nas livrarias espíritas, qual seja, O Livro dos Médiuns, disse, brincando. Contou a seguinte história: “Um amigo recebeu um convidado em sua casa. Em termos de cozinha, só sabia fazer cachorro quente. Pôs a água para ferver e antes de colocar as salsichas para cozer, cortou as pontas das mesmas. O convidado ficou intrigado e perguntou-lhe por que fazia aquilo. Ele respondeu que não sabia e que nunca se preocupara com esse fato. E voltou a pergunta para o convidado: -Está-lhe incomodando? Mamãe sempre cortava e foi assim que ela me ensinou. Resolveu ligar para a mãe a fim de saber o motivo pelo qual cortava as pontas das salsichas. A mãe respondeu-lhe que não sabia, mas lembrou-se de que, quando era menina, via sua mãe, avó do rapaz, cortar as pontas, por isso, repetia seus gestos. –Tua avó tinha esse hábito. O rapaz ligou para a avó e fez a mesma pergunta. Ela lhe respondeu: -Lá no engenho onde a família morava, minha mãe, ou seja, a bisavó do rapaz, sempre cortava. A pesquisa acabou ali, pois sua bisavó não mais existia. Resolveu pesquisar na Internet e descobriu que, no começo, as salsichas eram enormes e as panelas pequenas, não as comportando inteiras, razão pela qual eram cortadas suas pontas. Hoje em dia, as salsichas são pequenas e as panelas enormes, mas, sem razão alguma, as pontas das salsichas continuam sendo cortadas. Faz-se um trabalho, de geração em geração, e não perguntamos por que é assim ou assado. Por que não aplicar o mesmo em nossa doutrina, procurando saber o porquê das coisas. Temos que ampliar os conhecimentos. Verificar como as informações foram construídas. Precisamos voltar aos princípios básicos e observar como foram construídos. O Centro Espírita deve aplicar o que já está sedimentado e seguir, ao pé da letra, aquilo que foi definido por homens sérios, tais como o Codificador, Allan Kardec. A mediunidade é um trabalho de base. Não podemos concordar com médiuns invigilantes e descomprometidos com a causa espírita. Tal fato é o que Kardec chamou de mediunidade sem mediunismo. Os médiuns comprometidos são poucos. A mediunidade com Jesus é para pessoas sérias, não para curiosos. Exige renúncia, abnegação, dedicação e perseverança. A mediunidade é uma faculdade como outras que possuímos. Trata-se de uma aptidão. Eu quero desenvolver essa aptidão, essa é a forma correta de se enfocar o assunto. Não cabe a nenhum espírita mandar um médium ir às reuniões. Quando se vai estudar música, por exemplo, diz-se: Vou aprender música, desde o início. Começa-se pela teoria e, depois, estuda-se um instrumento mais simples, como a flauta. No caso da mediunidade é necessário ter-se uma formação teórica, pois ela se constitui no laboratório do mundo invisível. Os grupos de estudos têm que ser comprometidos, terem perseverança e empatia com os outros companheiros, devendo, ainda, expressarem um todo homogêneo. Quando as pessoas são antipáticas, é porque guardam mágoas umas das outras, ficando o convívio muito difícil. Surgem, durante o desenvolvimento mediúnico, vários sentimentos, como amizade, fraternidade, recolhimento, egoísmo, vaidade, personalismo. Uma pessoa pode não gostar de outra, mas deve respeitá-la pela sua dedicação. Por vezes, são lançados anátemas contra alguns, porque discordamos deles. O ideal deve estar à frente de nossas questões pessoais. Os laços devem ser fortalecidos, para atrair bons Espíritos e dar origem a reuniões produtivas e de qualidade. Devemos perguntar: Nossa reunião pode melhorar? No que pode melhorar?

Nº de médiuns por reunião: deve-se ter um número limitado de médiuns. Segundo Allan Kardec, devem ser, no máximo, 25. Léon Dennis recomenda um máximo de 8 pessoas. Hermínio de Miranda diz que a reunião poderá ser realizada até com 2 pessoas. Manoel Philomeno de Miranda indica um máximo de 12. Se ultrapassar o número previsto, deve ser aberto outro grupo.

Participantes: dirigente, coordenador mediúnico, doutrinador (dialogador), médiuns e médiuns de vibração.

Os chamados médiuns de vibração, de apoio ou de sub-corrente, ficam vibrando pelo que? Segundo o expositor, ficam ociosos, podendo serem melhor aproveitados, como secretários, etc. São utilizados no processo de irradiação. Podem ser utilizados médiuns iniciantes, em mistura com os experientes. Recomendou que se tivesse cuidado com os médiuns do tipo Michael Schumacher (heptacampeão de Fórmula 1), que são impacientes e querem largar sempre na frente. Os Espíritos inferiores ou enfermos buscam comunicar-se através dos médiuns iniciantes. Não existe médium perfeito, mas sim bom médium. Médium flexível (fluidicamente flexível) é aquele que recebe desde Espírito analfabeto, até Espírito culto, do quilate de uma Scheila, como foi o caso de Chico Xavier. O termo incorporação não é apropriado, pois não existe o caso de um Espírito assumir o corpo do médium. O que acontece é uma afinidade fluídica. Na mesa mediúnica dá-se a preparação dos médiuns, para que ocorra a manifestação dos Espíritos. Todos têm um biorritmo diário, que se altera conforme as circunstâncias. O médium chega ao local da reunião, com um biorritmo Beta, em que sua atividade cerebral é intensa. Inicia a concentração, que se dá apenas no início do processo, acalmando sua mente. No coração começa a mudar a estrutura biológica. A seguir, inicia-se o processo de relaxamento, com uma respiração compassada, lenta, com quietude, visando diminuir o ritmo, ou seja, a freqüência de suas ondas cerebrais, até alcançar o estado Alfa, no qual ocorre uma alteração da consciência. O ritmo continua diminuindo, até atingir uma freqüência Teta, mais baixa que as demais, ocasião em que o médium entra em transe. Nas comunicações de Espíritos mais atrasados ou sofredores, há médiuns que sentem dores de cabeça, irritação, náusea, etc., que refletem aquilo que a entidade comunicante está sentindo. Quando se tratam de Espíritos mais adiantados, as sensações diferem daquelas já citadas, desfrutando o médium de alegria, revigoramento, bom humor, e de outras coisas agradáveis, assim como, pode contemplar paisagens de rara beleza e receber sugestões mentais de coisas elevadas. Nestes casos, os Espíritos falam de coisas materiais, sob outra visão, mais transcendental. Fez referência ao livro Trilhas da Libertação, de Manoel Philomeno de Miranda, no qual é citado o Espírito Hahnemann, que realiza curas, bem como, narra como se operam as reuniões mediúnicas no mundo espiritual, nas quais o médium torna-se intermediário na vida.

Choque anímico ou choque fluídico: o médium é levado para locais onde existem Espíritos necessitados. Os Espíritos associam-se aos médiuns, com horas ou dias que antecedem as reuniões mediúnicas. São necessárias 72 h para que ocorra uma desintoxicação etílica do médium e é exatamente nesse intervalo de tempo que ele deve se resguardar de bebidas alcoólicas, para não impregnar seu campo perispiritual, de álcool. O médium invigilante e que não se dedica à sua sublime tarefa, deixa de receber auxílio da espiritualidade. Recomendou que se procurasse espiritizar (termo criado pelo jornalista Jaci Régis), que é adotar, ao pé da letra, aquilo que foi preconizado por Kardec, nas obras básicas, evitando outras atividades paralelas, que nada têm a ver com o Espiritismo, tais como o uso de Florais de Bach, Cristais, Cromoterapia, etc. Isso pode ser outro ismo qualquer, menos Espiritismo. Os trabalhos espíritas devem ser realizados com base na codificação espírita, fundamentados na experiência que já se tem e que nos foi legada pelos bons Espíritos e pelos companheiros fiéis aos princípios doutrinários. O Centro Espírita é o núcleo irradiador desses princípios. Observou que não se deveria falar em assistência social, mas em promoção social, que é mais representativa das atividades que visam tirar o indivíduo da condição subumana em que vive. Essas atividades têm que ter uma conotação espírita, ou seja, é necessário espiritizar, adotar o Espiritismo puro como norma de conduta.

Tem observado que as pessoas procuram o Espiritismo com o objetivo de saber o que a doutrina pode fazer por elas. Parece que, quem manda é o cliente. Chega dizendo que quer tomar um passe; busca um “status” e, para tanto, diz que é “média” e quer “desenvolver” a mediunidade. Desenvolver o quê? No atendimento fraterno, quando lhe é perguntado se sente vontade de chorar, quando vai a uma festa, responde que sim. Quando vai a um velório, sente vontade de rir? Responde: – Não é que sinto mesmo! Disse, brincando, que o diagnóstico dela não tem nada a ver com mediunidade, mas sim que ela é doida de pedra. Sente dor de cabeça, considera o marido um desmancha prazeres e no enterro de marido da amiga, chora mais do que a viúva. Kardec considera esses fatos esquisitos que ocorrem a uma pessoa, a qual pode também sofrer a influência do meio. Tem-se que discernir se se trata de algo dela ou se é dos Espíritos. O Centro Espírita deve orientar para que se adote o Espiritismo como uma norma de conduta.

Há quem leve um botijão de 20 l de água para fluidificar, de modo a garantir a saúde de todos da família. Houve o caso de uma senhora que, durante a palestra pública, caiu no sono. Ao acordar disse que havia sido curada de uma tumoração, pois o tumor havia sumido. As intervenções cirúrgicas espirituais dão-se segundo as necessidades e de acordo com o merecimento da pessoa. As filas de passe são outro problema, que se observa nas Casas Espíritas, porque as pessoas, durante a espera, ficam conversando e, com isso, perdem a concentração. Passe é algo sério, sendo considerado um remédio.É preciso adotar o Espiritismo como vida. Os trabalhadores, nos moldes de como é desejável que sejam, são poucos. Há os chamados médiuns turistas, que aparecem, esporadicamente, às reuniões mediúnicas. É preciso que o médium esteja integrado à Casa e que estude e conheça a doutrina.

1. Prática mediúnica espírita: são utilizadas as técnicas de irradiação (vibração), concentração e meditação. A colocação, em uma urna, de um papel com nomes de pessoas, para que seja feita uma vibração por elas, constitui uma muleta psicológica. Há quem coloque esse papel pelo papagaio que ficou mudo ou pelo vizinho que desencarnou. Isso não é brincadeira. Quando a pessoa que coloca o papel na urna, faz isso com amor, já vibrando positivamente, em prol daquela outra, necessitada, dá-se início ao processo de irradiação. Às vezes, uma pessoa procura o Atendimento Fraterno, para resolver um problema familiar. Trata-se de sua esposa, que está cheia de problemas, mas que não quer ir até o Centro para tentar resolvê-los. Não podemos, de forma alguma, carregar a cruz de ninguém. Devemos orar e vibrar por ela, até que aceite vir tratar-se. Da mesma forma que, quando se está com sede, procura-se beber água. O necessitado tem de conscientizar-se de que quer sair daquela situação. Sugere-se que vá ao Centro Espírita, pois precisa ir lá. Ela tem que atingir seu ponto de maturidade, para ir buscar a cura. Não adianta, adiantar as coisas. No tempo certo, ela irá procurar consolo e orientação. Ela é quem tem de se ajudar, através da Evangelhoterapia, na Assistência Espiritual, por exemplo, ou tratando-se nas áreas médicas e psicológicas. A chave que vai abrir as portas da felicidade está nas mãos dela própria.

2. Qualificar: Boa vontade só, não basta (de gente de boa vontade, o inferno –umbral- está cheio). São necessários: consciência, conhecimento e capacitação.

3. Humanizar: Solidariedade/altruísmo; educação emocional para a humanidade.

Contou que uma médium estava se torcendo toda e o doutrinador dizendo-lhe que viesse em paz e que tivesse calma. Depois de algum tempo, tentando acalmar o suposto Espírito que se comunicava, e nada conseguindo, para fazer a médium parar de contorcer-se, foi que ela informou, de uma forma velada, que se tratava de uma barata que estava na coluna vertebral dela, por dentro da roupa. O palestrante informou que havia entrado na mediunidade aos 18 anos e o que conheceu sobre o assunto, no Centro que freqüentava, era tudo o que tinha de aprender sobre como não fazer. A mesa mediúnica tinha 54 pessoas, dentre as quais 1 dirigente e 3 doutrinadores. Todos “incorporavam” ao mesmo tempo, o que tornava dificílima a tarefa, se não impossível, de dialogar com os Espíritos que se comunicavam. Havia uma médium que tinha algo no seu sistema nervoso, pois ficava o tempo todo balançando as pernas. Nas fases de nervosismo, fazia batucada na mesa, quebrando a concentração e espantando os Espíritos. Existe o médium Afrim (remédio descongestionante nasal), pois incorpora fungando, tal como se o Espírito entrasse pelo nariz. Não há necessidade disso, pois se trata de cacoete de médium. É vício e deve ser combatido pelo próprio médium. O processo de comunicação deve ocorrer de forma velada, sem estardalhaço. Há casos em que o Centro Espírita mais parece um laboratório de loucos. Viu médium jogando-se e contorcendo-se no chão, tendo sido dito que procedia de terreiro de macumba. O médium tem que se educar. Não pode ser o oposto. Há, ainda, os chamados médiuns camisa-de-força, que fica trancando o Espírito e não solta, de modo que fica passando mal. Este tem que tomar passe.

4. Qualidadenoções básicas (Planejar – Fazer – Avaliar – Atuar)

● Planejar: Objetivos e benefícios.

Há quem pense que está fazendo caridade aos Espíritos quando os está esclarecendo. Na verdade, as pessoas estão é sendo orientadas, pelo exemplo. O que está acontecendo, na realidade, é que estamos recebendo uma advertência de que cada um tem que se cuidar, porque pode, também, chegar àquele estado em que se encontram os Espíritos comunicantes. Dentre os objetivos das comunicações espirituais, estão o de instruir-se com os ensinamentos dos Espíritos, o conhecimento de que a morte não é o fim e o de consolar, para melhorar-se como indivíduo.

Fazer: Procedimentos e treinamento

O doutrinador deve ser aquele indivíduo que tem conhecimento do Evangelho, da doutrina espírita, mas que tem pouca sensibilidade. O médium, por sua vez, é um sensitivo que possui campos de vibração. Contou que, certa vez, estava à mesa mediúnica, quando ouviu um grito. Logo em seguida, alguém dá outro grito. O colega médium estava em melhores condições de dar passagem àquele Espírito. Cada um tem que ter sua função específica. Não pode ser médium do tipo bombril, com 1001 utilidades.

Avaliar: Quem faz; O produto. Tem por finalidade verificar como a reunião pode ser melhorada e se atingiu os objetivos. A reunião de avaliação tem que ser realizada em sala diferente daquela em que ocorreu a reunião mediúnica, porque a mesma está impregnada das vibrações dos Espíritos comunicantes, que ainda permanecem por ali. Os participantes devem narrar o que sentiram e como se relacionaram com o fenômeno. Pode ser perguntado se conseguiu concentrar-se. Durante a comunicação, o doutrinador jamais deve tocar o médium. Este tem que ser um bom instrumento. Com relação aos médiuns de apoio ou assistentes, se estiverem com algum tipo de problema que perturbe a formação da corrente fluídica, não devem permanecer no recinto. Deve-se trabalhar com qualidade, sem desequilíbrios emocionais.

● Atuar; Atualizar; corrigir. A forma de atuação de cada Casa Espírita deve ser regulamentada, assim, deve constar do Regimento Interno da Casa.

Fim do 1º Módulo: 10:15 h

2º MÓDULO: Vivência Mediúnica (início 10:50 h)

Citou o Cap. XXIX de O Livro dos Médiuns, que deveria ser consultado a respeito do que estava sendo tratado.

Precisamos confiar nas pessoas, não apenas contar com elas. É inadmissível a formação de grupinhos, clubinhos de bairro ou panelinhas. Isso não se coaduna com os princípios doutrinários espíritas. Tem-se que lutar pela democratização do conhecimento. O poder não está em A ou B, ou em instituição alguma. Tudo deve ser discutido. É preciso formar líderes e trabalhadores conscientes.

1. Padrões de Qualidade Inerentes à Organização

● Privacidade: As reuniões mediúnicas não podem ser abertas ao público, porque isso pode traumatizar algum assistente, ao saber que seu obsessor está-se vingando de algo terrível que ele lhe fez, por exemplo. A equipe deve manter-se sempre a mesma, sem flutuações sensíveis, sendo aceitos, apenas, alguns iniciantes juntamente com a maioria de médiuns mais experientes. Pode participar convidado, em condições de assistir à reunião, com o objetivo de aprender como ela se desenvolve, de modo a inspirar-se no modelo, para levá-lo a outra Casa. Não há bases doutrinárias para se fazer uma reunião mediúnica aberta. O Espiritismo é tal qual uma mãe que nos deu uma nova vida.

● Reunião de desobsessão: Objetiva o diálogo com os Espíritos que estão obsedando outrem, visando seu convencimento da necessidade de não mais prosseguirem com seus intuitos de vingança ou de rancor.

● Reunião de consulta: Ocorre quando o paciente conversa com a entidade. Esse tipo de reunião não é aceitável, porque o interessado pode sair da mesma traumatizado, impressionado. Há outro tipo de atitude, que pode ser considerada até mesmo um surto psicótico-coletivo, que se concretiza através do toque físico do paciente no médium, a fim de passar para este o Espírito que o está obsedando. Isso é, simplesmente, ridículo.

● Médium charlatão: Tomou conhecimento de um médium que prometeu curar uma pessoa com câncer, já com metástase. O doente acabou desencarnando. Os familiares do mesmo, em plena reunião pública, desmoralizaram o referido médium.

● Ambiente adequado: Exclusivo ou para atividades afins; protegido, vibratoriamente confortável. A sala deve ficar reservada só para a atividade mediúnica ou atividades correlatas, não devendo ser utilizada, por exemplo, para um bazar. Tudo deve ser preparado previamente.

Seleção criteriosa da equipe: Valor moral; conhecimento doutrinário e evangélico; integração e convicção espírita; compromisso com a mediunidade-saúde. Cada escolhido deve passar por um período de conscientização e de transformação. Deve-se evitar o recrutamento de médiuns que tomem medicamentos controlados, que tenham distúrbios neurológicos do tipo epilepsia. A mediunidade mexe com o sistema nervoso central, sendo necessário que o médium, para bem desempenhar suas atividades mediúnicas, tenha sua saúde em equilíbrio, não podendo ter qualquer distúrbio ou transtorno mental. Primeiro deverá fazer um ajuste neurológico, para que tenha condições do exercício da mediunidade. O item 222 de O Livro dos Médiuns, cita pessoas com idéias excêntricas, como uma causa impeditiva da prática da mediunidade. De um certo modo, os esquizofrênicos são médiuns obsedados. Sabe-se que todo médium poderá manter contato com Espíritos desequilibrados, assim, se o médium também estiver com problemas dessa ordem, esses problemas poderão ser potencializados, prejudicando-o, ao agravar-lhe a disfunção neurológica. Por tudo isso, deve-se ter prudência na inserção desses médiuns. Quem sofre de depressão, transtorno do pânico e disfunção de natureza energética, tem que se reequilibrar. É preciso repouso. Um médium, sofrendo de determinado problema, precisava tomar um remédio, do qual era alérgico. Foi feita uma experiência, conduzida pela espiritualidade, que bloqueou a reação antialérgica do organismo do médium, no seu campo perispiritual, podendo o remédio exercer sua ação medicamentosa sobre o mal que o afligia. Desse modo, o médium foi beneficiado, experimentalmente. Nos dias das reuniões mediúnicas, o médium não deve exceder-se em sua alimentação, mas não pode ir com fome. Devem ser evitados certos alimentos condimentados, que possam impregnar o perispírito do médium com seu cheiro. Um médium foi dar um passe e após havê-lo ministrado, a pessoa que o recebeu perguntou-lhe se havia comido ovos. Sabia, inclusive, que tinham sido ovos cozidos. O médium, surpreso, respondeu-lhe que sim e perguntou-lhe como soubera que havia comido ovos cozidos. O beneficiário do passe respondeu que ficara com gosto de ovos cozidos na boca, após receber o passe. O passe é uma transfusão fluídica, através do perispírito do passista. É preciso que façamos abstinência de certos alimentos e bebidas alcoólicas. Quem deve selecionar? O próprio médium, após haver estudado e se preparado, é quem tem condições de dizer se está apto a desenvolver atividades mediúnicas. É preciso desmistificar a mediunidade, culpando-a por tudo o que nos acontece, até mesmo uma perna quebrada, por exemplo.

● Comunicações espontâneas: São aquelas programadas pelos mentores espirituais. Kardec evocava os Espíritos, que tivessem condições de saber o que desejava, para fins de experiência e de pesquisa, porque tinha uma missão a cumprir, qual seja, a codificação da doutrina espírita. O Espírito vai-se utilizar de um médium, segundo suas aptidões. Nenhum dos Espíritos, que se comunicam, tem conhecimento absoluto. Seu saber é relativo ao grau evolutivo em que se encontra. Os Espíritos amigos mantêm uma relação de afinidade básica. Os Espíritos, conforme seu adiantamento, adentram a psicosfera terrestre, com dificuldade, porque a Terra é um dos mundos mais atrasados. Se nas comunicações mediúnicas são tratadas futilidades, é porque existe afinidade com Espíritos vulgares. A oração é muito importante, considerando-se que estamos sob a investida de Espíritos obsessores. É preciso cuidado com certas práticas, que não correspondem àquilo que Kardec nos legou, através das obras básicas, como por exemplo: dar as mãos para fechar a corrente; acender velas para os Espíritos que estão nas trevas; trazer fotos de pacientes para serem tratados por meio de vibrações, etc. As evocações têm pontos bons e negativos. Quem garante que o Espírito evocado está presente? Pode muito bem aparecer um mistificador, fazendo-se passar pelo Espírito evocado.

● Regularidade das reuniões: Devem ser feitas sempre no mesmo dia e horário. Devem ser evitadas reuniões extemporâneas, pois os Espíritos não estão, todo o tempo, à nossa disposição. Quem disse que os Espíritos estarão presentes, fora do dia de funcionamento regular das reuniões: A pontualidade é importante, porém sem um rigor excessivo. Quanto mais evoluídos os Espíritos, mais trabalhos têm para fazer.

● Critério para a formação de novos grupos: Demanda de candidatos em condições; disponibilidade de dirigentes capazes; espaço disponível; razão da reunião (objetivos).

2. Noções de Vivência Mediúnica

P1. A faculdade mediúnica é do Espírito ou do corpo? É do Espírito, mas depende do organismo (item 159, do LM), pois o homem é um ser integral. O organismo é mais ou menos sensível a essa faculdade. Segundo André Luiz, no Cap. II do livro Missionários de Luz, a glândula pineal ou epífise, é tal qual uma antena, que capta as ondas mentais dos encarnados e desencarnados. De acordo com a Medicina, aquela glândula encerra suas atividades aos 12 anos. Ela regulariza as funções hormonais de reprodução, mênstruo e espermatozóides e, segundo os médicos, não existirá mais no futuro. A parte neurológica do mecanismo da mediunidade mostra que a pineal derrama, para o sistema nervoso central, essas influências, alcançando o hipotálamo, responsável pelo sono, agressividade, sexo e alimentação. Durante o tratamento espiritual, quando ocorre uma dessas manifestações (mais furor sexual, pessoa apática, que dorme durante as reuniões), a influência fluídica é deslocada para o hipotálamo. Divaldo contou o caso de uma senhora que o elogiava bastante, após suas palestras. Resolveu contestá-la, dizendo-lhe que observara que ela havia dormido a reunião inteira. Ela lhe falou que sofria de insônia e que nas palestras dele, ocorria um verdadeiro milagre, pois conseguia dormir, como há muito não fazia. Lavar o rosto antes da reunião e ficar em pé durante a mesma, são medidas que visam minimizar a sonolência. O desajuste é nosso e sofre a influência dos Espíritos. O investimento deles é maciço, para incentivar o desânimo e ampliar o desajuste neurológico. Tais problemas têm que ser enfrentados, evitando-se colocar a sujeira debaixo do tapete. Quando os médiuns ficam irritados, é sinal de que existe algum desajuste comportamental, que se reflete na estrutura neurológica. Durante as atividades mediúnicas, há alterações nos ritmos cerebrais, dando-se o relaxamento por 90 minutos, seguidos de 90 min de atividade, mais complemento espiritual. Isso revela a ocorrência de um superinvestimento na área neurológica. Estudos realizados na USP, revelaram a existência de cristais de apatita em médiuns e, ainda, que quanto maior o número de cristais, maior a sensitividade. Foi revelado, também, que a glândula pineal é fluorescente, mas que nos médiuns ela se torna escura.

● Condições genéticas da mediunidade: A ciência espírita não deve abandonar a pesquisa, visando manter a universalidade da doutrina. Ela é uma ciência porque é uma revelação (verdade). A versão de que Chico Xavier foi Kardec, como alguns andam apregoando, tem que ser comprovada. Algo é verdade, quando se torna universal. Quando outros Espíritos começam a falar a mesma coisa, ela passa a ter um cunho de verdade. No caso de Kardec, o pensamento dele era o mesmo. A aceitação de uma idéia só ocorria, depois de sua comprovação, pela repetitividade, pois era ouvida a opinião de outros.

● Desabrocha nos mecanismos profundos da consciência: Superego, ego, id (inconsciente profundo, onde estão gravados os traumas, os recalques), assunto estudado na palestra ministrada na véspera, A Influência das Emoções na Saúde.

Dá-se uma desaceleração dos ritmos biológicos: caem os batimentos cardíacos; cai a pressão sanguínea. A comunicação mediúnica recebe a contribuição do médium, do inconsciente para o consciente. Não existe comunicação mediúnica pura, pois sempre haverá a participação do médium (animismo). Num copo de cristal a refração do som é mínima. Vai aos porões da mente. Os conteúdos são agitados, não devendo serem liberados. Todos, ou somente alguns? (Ver item 159, Cap. 14 do LM). Todos, em maior ou menor grau, revelando que a mediunidade aflorou. Médium é todo aquele que sente em um grau qualquer a influência (sensorial, telepática) dos Espíritos. Na realidade, é chamado mesmo de médium, aquele em que a faculdade está bem caracterizada (ostensiva). Todos são mais ou menos médiuns. Citou o caso de um rapaz, que há 12 anos tentava a psicografia e nada acontecia, pois nem que espirrasse, o lápis andava. Não se pode prolongar tanto essa espera, pois vai acabar desenvolvendo dormência nas pernas ou problemas de coluna. Nesses casos, a pessoa deverá ser direcionada para outra área, podendo ministrar palestra, dar passe, dirigir trabalhos espirituais, etc. Tem que haver uma consciência mediúnica.

P2. Para que servem os sofrimentos que acompanham a mediunidade? São inerentes aos médiuns. No nosso nível, somos indivíduos de provas e expiações. São caminhos tortuosos. Carregam sofrimentos familiares, inerentes ao nosso nível evolutivo. São permitidos, para promovê-lo. Conosco não é diferente. Somos mais exigidos, porque temos conhecimentos.

P3. Que acontece se o médium desistir? Depende do que ele fizer de sua vida. Há médiuns que são instrumentos e não têm consciência desse fato, como por exemplo, médicos que são ajudados, espiritualmente, nas suas cirurgias. No caso de desistência, deve canalizar suas atividades para outra área. Os médiuns são pessoas problemáticas. Se assumirem essa responsabilidade, devem ir até o fim. Quando sai algum por um motivo justo, não está abandonando o barco. Por vezes, vai ajudar o próximo ou dedicar-se à família. Quem resolver ficar, deve preparar-se, não dormir demais, para não receber sugestões hipnóticas. Muito cuidado! O exercício mediúnico é a melhor opção. Sexo e dinheiro são neutros, isto é, dependem do uso que se der a eles. O médium, sentindo-se sem forças, é melhor se abster do exercício da mediunidade.

P4. Como a moralização do médium favorece a mediunidade? De acordo com Erasto, a mediunidade serve a bons e maus; a honestos e gatunos. Há médiuns corruptos e levianos. Em conseqüência, essa moralização favorece a mediunidade, atraindo os bons Espíritos; criando um clima psíquico favorável e reforçando o nível energético do perispírito. O desgaste energético seria imenso, se um médium recebesse, por reunião, 18 Espíritos, por exemplo. Dá-se a superposição de mente sobre mente. Uma das mentes (do Espírito comunicante) exterioriza seus sofrimentos. Se o médium não se envolve com a espiritualidade, o fenômeno fica inseguro. Devem ser permitidos dois comunicantes por médium. Poderá vir um terceiro, quando se tratar de um bom Espírito, que o revigorará. Mentores ou anjos-da-guarda são Espíritos de alta envergadura, os quais estão presentes nos momentos mais difíceis de nossas vidas. Eles podem envolver várias pessoas, com suas irradiações. Existem Espíritos familiares, Espíritos protetores e Mentores espirituais. Contou algumas situações que não se coadunam com os princípios doutrinários, preconizados por Kardec. Num Centro Espírita viu uma cadeira vazia e observou que ninguém sentava nela. Fez menção de sentar-se na mesma, tendo sido advertido que não poderia fazê-lo, porque ela estava reservada para o irmão Antônio, já desencarnado, que gostava daquela cadeira e que já estava sentado nela. Foi-lhe dito que era dali que administrava a reunião. Não se incomodou com a observação e sentou-se na cadeira (no colo do irmão Antônio). Disse, ainda, que não sentiu nada. Observou que isso era caso de psiquiatra e que dava internamento na hora. Em outra Casa Espírita, na qual fora convidado a ministrar uma palestra, constatou que a primeira fila de cadeiras estava vazia. Mais uma vez perguntou o motivo, tendo-lhe sido informado que aquelas cadeiras estavam reservadas para os mentores da Casa. Chegou à conclusão de que havia dado uma palestra para os mentores. Há também os chamados médiuns fotógrafos, que dizem quantos Espíritos estão ao lado da pessoa. Determinado médium disse-lhe que tinha acabado de ver seu guia. Informou que ele usava sapato alto, lenço verde no pescoço, era jovem, bonito, cabelo grande e tinha uma pedra verde na testa. Bem capaz de ele ser um modelo, pensou lá com seus botões. O médium acrescentou que seu guia era cego. Liszt disse que acabara de descobrir o motivo de tudo dar errado em sua vida. Sendo cego, seu guia não tinha condições de saber para onde o estava levando. Há um conteúdo positivo no animismo, tal como ocorreu com as cartas de consolo, psicografadas por Chico Xavier. Um suicida deu-lhe mensagem poética, em virtude da ajuda que recebeu de Espíritos amigos. A condição moral do médium e sua doçura, possibilitaram a poesia e o lirismo, como uma exteriorização do envolvimento.

P5. Com quais Espíritos o médium vai lidar? Com os semelhantes a ele mesmo; com suas vítimas, para reparação; fazendo amigos novos; com seus afetos e guias; com os inimigos do bem. Cuidado com os médiuns que recebem os próprios obsessores. Isso denota afinidades fluídicas com os mesmos, sendo-lhes prejudiciais.

P6. A faculdade depende da moral? Para aflorar, não. Para aperfeiçoar-se, sim (depende da moral).

P7. Educar a mediunidade, ou educar-se para a mediunidade? Educar-se para a mediunidade. O médium educado é cidadão educado. Não se é médium só na sala mediúnica, mas em todos os locais onde se esteja. A faculdade acompanha o médium. A passividade somente deve existir em ocasiões apropriadas. A mediunidade é trabalhada cientificamente em sociedades de estudos espíritas. O médium não precisa ficar revirando os olhos ou fungando. Isso pode ser considerado um show mediúnico e, com certeza, a sala mediúnica jamais será o palco de um teatro. Todos estamos a serviço da vida.

Fim do 2º módulo: 12:10 h

3º MÓDULO: Vivência Mediúnica, cont. (início 13:45 h)

● 1º Conjunto de padrões de qualidade inerentes à equipe: Tal como não se pode entrar em um laboratório de química, sem conhecer esta ciência, para a prática da mediunidade é necessário conhecê-la. Tem que possuir as qualidades humanas; deve ser gente que gosta de gente; nada de estrelismo; tratar bem as pessoas; ter prazer no que faz; ter empatia (envolvimento) com o outro. Todos nós temos importância, pela contribuição que damos para a renovação social. Ser bem-humorado e desfrutar de lazer com a família. Fazer uso de uma filosofia moral de comportamento. Tem que estar no mundo sem ser do mundo. Contribuir para melhorar a situação do mundo. Pessoas sisudas, cheias de “caratonhas”, não se enquadram nos padrões de qualidade desejados. A seriedade não está no rosto, mas sim no comportamento. Há pessoas que são sisudas, dando uma impressão de seriedade, mas que são, na realidade, hipócritas. Durante as palestras que ministram, usam máscaras, tal como se dissessem: façam o que digo, mas não façam o que faço. As pessoas têm que nos receber como somos. No atendimento fraterno, não se pode colocar gente sisuda. Deve ser montada uma recepção simpática e amigável. As pessoas que procuram as Casas Espíritas são carentes de valores humanos. Jesus era alegre, otimista. Temos que seguir seu exemplo e procurar despertar o interesse pela vida, nas pessoas. Temos que ser mais amigos uns dos outros e programar confraternizações, tais como ir almoçar nas casas dos irmãos espíritas. Precisamos nos conhecer. Todos se ajudam nas dificuldades. Nossos irmãos protestantes são fraternos entre si. É preciso haver solidariedade. É preciso envidar esforços pela humanização do Espiritismo, cultivando laços de fraternidade, que nos distingam dos demais. Há dificuldade em formar entre si um laço de fraternidade. O Espiritismo só é religião se entre seus membros reinar a fraternidade. As qualidades humanas são as qualidades da união. É preciso desenvolver a empatia e a solidariedade. Não perder de vista o que foi dito por Emmanuel: “Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso.”

É no momento de dor que nasce a misericórdia de Deus. Em um Centro Espírita, que estava lotado, percebeu que o trabalho lá desenvolvido era diferente. Não devia ser unificado? Havia um médium especial, que sentava em uma cadeira de veludo e chegava ao Centro depois dos outros. Numa sala, reservada para as sessões de cura, havia uma maca. Os passistas falavam muito, inclusive sobre o último jogo do Náutico e que depois do passe uma pizza cairia bem. Foi-lhe dito que isso era feito para exteriorizar mais fluidos. Uma moça estava sendo tratada, por apresentar um problema no útero, e isso era feito por meio de toques no ventre. A cada toque, com certa pressão, ela gritava ai!!.

Doente não deve dar passe. Será que os Espíritos querem que encha o Centro? Claro que não. Temos que lidar com muito desequilíbrio. As pessoas entregam seus sentimentos a você. Manipular sentimentos torna maior a responsabilidade. Pode-se cair na armadilha das observações coletivas. Éramos ignorantes, e, agora, reconhecemos que somos muito mais. Em O Livro dos Espíritos, pergunta 919, tem-se: “Qual é o meio prático e mais eficaz para se melhorar nesta vida, e resistir ao arrastamento do mal? Um sábio da antiguidade vos disse: Conhece-te a ti mesmo.

● 2º Conjunto de padrões de qualidade inerentes à equipe: Consciência dos papéis e funções; conhecimento; adesão aos regimentos internos e às normas; ser pontual e assíduo. O médium não pode, de forma alguma, justificar suas faltas com motivos fúteis, tais como: assistir ao último capítulo da novela ou ao casamento da Barbie. A falta deve ser justificada pela própria consciência. Não se pode ir à reunião mediúnica trajando um vestido com lantejoulas e com o cabelo cheio de laquê, só porque, depois da mesma, está-se indo a uma festa. Como justificar nossa ausência e avisar aos suicidas e aos vitimados da AIDS ou câncer? Não veio porque foi comer bolo de noiva. Todo mundo esperando-o. Isso, sem dúvida, causará constrangimento, e o faltoso, com certeza, irá muito mal, àquele casamento. O Regimento Interno tem que ser cumprido. Deve ser previsto um dia de prática mediúnica e um dia de estudo. Se faltar aos estudos, estará, automaticamente desligado. Chico Xavier já passou por mistificação. Emmanuel, seu mentor espiritual, deixou que isso acontecesse, para que percebesse a diferença e para que se acostumasse a fazer sempre uma auto-análise. De acordo com Erasto, é preferível rejeitar nove verdades, do que aceitar uma mentira.

● 3º Conjunto de padrões de qualidade inerentes à equipe: Compromissos com: oração/caridade/estudo/meditação. A caridade moral tem que estar na nossa agenda diária. O médium sem caridade é semelhante às flores artificiais. Deverá ser feita uma meditação analítica, durante cinco minutos.

● Parâmetros de qualidade do Assistente – Participante: Prestar atenção nos diálogos; motivação; irradiação contínua do pensamento em atitude de ajuda; fervor, na prece; empatia. Evitar acalentar certas afinidades (sintonias). A intuição e a sensibilidade mediúnica podem despontar a qualquer momento.

● Parâmetro de qualidade do Médium: Grau de adestramento; concentração; facilidade de comunicação; regularidade no exercício; diversidade de comunicantes (evitar receber, com exclusividade, o mesmo Espírito); participar das reuniões cumprindo sempre o dia e o horário previstos. Não deve ser permitido que o médium freqüente reuniões mediúnicas em outra Casa Espírita, pois além de sobrecarregá-lo, pode causar interferência nos trabalhos mediúnicos desenvolvidas em ambas as Casas. A obsessão simples diz respeito à influência obsessiva de um único Espírito sobre o médium. Não transforme seu lar em um Centro Espírita

● Controle de dificuldades: Inibição/dúvidas; animismo; obsessão; passe (no final). No caso de um médium estar envergonhado, inibido, sem braço, aplicar-lhe um passe. O animismo é uma espécie de catarse, liberando nossas raivas. Um musicista, quando vai apresentar-se, escolhe o melhor instrumento. Da mesma forma, os Espíritos o fazem, escolhendo o melhor médium, conforme a natureza da comunicação que pretendem transmitir. Fez referência a duas obras: Mecanismos da Mediunidade (André Luiz) e Evolução em Dois Mundos (Léon Dennis). Quando um aluno passa na prova, por exemplo, de Química, pode-se deduzir que ele aprendeu aquela matéria. O mesmo acontece com os médiuns, que se saem bem na prática da mediunidade. Vimos que a obsessão simples é a constante presença de um mesmo Espírito junto ao médium. Tal fato bloqueia a percepção do médium, de outros Espíritos. Um dos principais escolhos para os médiuns é a obsessão do tipo fascinação. Ela nasce do inconsciente do médium, que não sabe que está errado e tem um comportamento dissimulado, em virtude da influência espiritual perniciosa sobre seu pensamento. O médium torna-se interesseiro e se exalta de forma sub-reptícia. O inconsciente é tal qual uma esponja, que absorve vaidade, orgulho, narcisismo, presunção de que somos infalíveis…

Desobsessão para trabalhadores: O obsedado sendo tratado por outro (médium), não é de bom alvitre. Como atrair a companhia dos bons Espíritos, se o próprio médium está sendo assediado (abriu a guarda para influências malsãs) por perseguidores espirituais? Têm que ser tomadas medidas preventivas para evitar que um trabalhador obsedado prejudique os trabalhos mediúnicos. Nossos algozes não querem nossa melhoria. Há quem diga, pelo fato de estar ajudando um companheiro necessitado: -Depois que passei a te ajudar, minha mãe caiu, fui atropelado por uma bicicleta… Será que isso é verdade? Quando fazemos o bem, recebemos o mal, como pagamento?

● Parâmetros de qualidade das passividades: Ritmo (envolver-se no ritmo do comunicante); equilíbrio (dar um soco na mesa, só vai falar o que quiser); clareza e fluidez (saber se está sendo claro na comunicação) e, para tanto, fazer avaliação com o dirigente. Procedendo assim, o animismo vai diminuindo, ou seja, o médium vai filtrando melhor a comunicação.

● Parâmetros de Qualidade do Terapeuta – Doutrinador (I)

-Perfil apropriado: Racional e intuitivo; estável emocionalmente; efetivo; estudioso. Contou o caso de um Espírito que se comunicou e ficou o tempo todo fazendo ameaças e falando malcriações. Após algum tempo, o doutrinador (um daqueles coronéis do interior), vendo que não conseguia convencê-lo a mudar de atitude, nem tampouco afastá-lo do médium, resolveu agir mais drasticamente. Foi até onde estava o médium e aplicou-lhe uma gravata, arrastando-o para fora da sala e da Casa, com Espírito e tudo, trancando a porta, a seguir. Após algum tempo, ouviram umas pancadas na porta e foram abri-la, deparando-se com o médium com a roupa toda ensopada. O médium falou, trêmulo: -Sou eu, a chuva está me molhando todo. Deixe-me entrar. Citou outro caso de um médium, que parecia entalado, nada falava e ficava movimentando a cabeça, tal como faz uma lagartixa. O doutrinador dizia: -Quer falar, meu irmão? Insistiu algumas vezes. Depois de algum tempo, um médium vidente alertou o doutrinador sobre o fato de o Espírito comunicante ser um suicida e estar se apresentando ainda com uma corda em volta do pescoço e fazendo com que o médium tivesse a sensação de estar sendo enforcado. A doutrinação mal conduzida pode causar comprometimento espiritual. A função de doutrinador é muito difícil. Ele deve estar sempre atento e ser mais sensível às intuições. Há doutrinadores que orientam os Espíritos a irem para colônias espirituais. Como pode dar essa sugestão, se não conhece colônia alguma, considerando-se que nunca foi lá? Vai querer isso para ele? Vai querer ir para aquele lugar? O doutrinador tem que ler muito. Tem que conquistar a confiança do Espírito. O doutrinador deve ter cuidado, ao dizer: -Venha na paz! Quem sabe se o Espírito comunicante não é o obsessor dele? Não deve tratar o Espírito de forma diferente. O Espírito sofredor é frágil e emocionalmente instável. Na desobsessão, os Espíritos devem ser tratados como Espíritos necessitados e não como obsessores (algozes, inimigos).

● Parâmetros de Qualidade do Terapeuta – Doutrinador (II)

-Indicadores de desempenho: Saber ouvir; rapidez de percepção; intervir na hora certa; posturas adequadas; fazer-se escutar; bem conduzir as terapias complementares; racional e intuitivo. Se um Espírito comunica-se chorando e nada fala, o doutrinador deve dizer: -Posso ouvi-lo, se você quiser falar. Nestes casos, podem ser dados passes dispersivos longitudinais, no topo da medula, ou seja, na base do crânio, ou na coluna cervical. O progresso da equipe é a medida do progresso do terapeuta-doutrinador. O doutrinador pode concordar com o Espírito, quando cita a razão de sua perseguição a alguém, como sendo um grande mal que aquela pessoa lhe fez, mas jamais deve dar vazão ao extravasamento da vingança. -Há quanto tempo? –pode perguntar e complementar: -No seu lugar eu faria o mesmo, no entanto, sabe-se que o ódio adoece, prejudica. Essa é uma forma de ir-se chegando ao Espírito, de modo a conquistar sua confiança. Deve manter-se com boa higiene pessoal e evitar alimentos líquidos, com gás (riscos de arrotos, eliminando fluidos).

Fim do 3º módulo (15:05 h)

4º MÓDULO: Conclusão e perguntas (início: 15:30 h)

● Parâmetros de Qualidade da Terapia (I)

-O Choque Anímico (I): Benefícios; desintoxicação fluídica; desestruturação de ideoplastias; catarse do inconsciente; revigoramento; contenção (ajudar a conter). Distonias, ânsias de vômito, náuseas, irritação, componentes magnéticos fluídicos que são deslocados, etc., tudo isso pode acontecer a um médium, no exercício de sua mediunidade, razão pela qual, ele tem que gozar de boa saúde. A doença não passa de uma descompensação energética.

Ideo (idéia, pensamento)

Ideoplastia: Moldagem pelo pensamento. Matéria viva mental. Tal como ocorre em um telão, são pro-

Plastia (moldagem)

duzidas imagens, ou quadros mentais, para que os Espíritos mais grosseiros possam fixar-se nelas. Citou o caso de um doutrinador que sugeriu que o Espírito estava levando uma surra de arame farpado e o médium sofria as conseqüências dessa surra, contorcendo-se de dor. Outra feita, o doutrinador deu passagem a um Espírito com desvios sexuais, o qual era obsessor da médium. Ele começou a narrar o que fazia, em termos libidinosos, com aquela médium. Tais fatos não podem acontecer, constituindo-se uma total falta de preparo do doutrinador. Tais atitudes comprometem a saúde espiritual do grupo. Quando tais pessoas são admoestadas a respeito de seu comportamento inadequado, aborrecem-se, saem da Casa Espírita onde se encontravam e resolvem fundar outro Centro, mantendo os mesmos procedimentos desarrazoados. Acontece que, de acordo com Suely Caldas, nem todo Centro Espírita está vinculado ao mundo maior. Espíritos trevosos são os senhores das trevas, que na sua ação insana, começam a afrouxar os laços fluídicos da psicosfera. Contou o caso de um Espírito obsessor que obsedava o Espírito de um médico (Pinheiro Ramos), que realizava operações mediúnicas, valendo-se do concurso de um médium. Foram descritas as circunstâncias em que se encontrava aquele Espírito, com as vestes em andrajos, coberto de úlceras, compondo uma auto-imagem grotesca, pelos sentimentos de ódio, maldade, mesquinhez, vaidade e de desvios sexuais, desfigurando suas características humanas. Corresponde ao que nossos irmãos evangélicos e católicos chamam de satanás e os de outras seitas afro-brasileiras, consideram como sendo o exu-caveira. São entidades muito atrasadas, que se comprazem no mal. Há Espíritos que são hipnotizados por mentes mais fortes, voltadas para o mal, que se tornam subjugados ou fascinados. Pode ocorrer uma fascinação coletiva de obreiros. Há casos de Espíritos que tomam a forma de caveira ou de lobos (lobisomens), cujos obsedados por eles, em algumas religiões alheias ao Espiritismo, são submetidos ao exorcismo, ocorrendo uma pseudo-doutrinação. A maioria dos casos de transtornos mentais, como a histeria, é confundida com obsessão. Voltou a falar sobre a comunicação de um Espírito obsessor do próprio doutrinador, recomendando, mais uma vez, que se evite dizer, muita paz, seja bem-vindo. Às vezes, o Espírito quer ir embora, mas não está em tempo, o doutrinador tem que ter o controle da situação. Citou uma comunicação em que o Espírito obsessor começa a ironizar o doutrinador, dizendo: -O irmão está tão diferente! Pensa que não o conheço! Você quer que eu diga onde estava na sexta-feira? O doutrinador, constrangido com aquela situação, faz o seguinte apelo: -Em nome de Jesus, sai dele! O Espírito respondeu-lhe: – Em nome de Jesus, eu fico! O doutrinador tornou a falar: -Em nome do Cristo, sai dele! e o Espírito repetiu: -Em nome do Cristo, eu fico! O doutrinador, já impaciente, resolveu apelar para a força maior e disse: -Em nome de Deus está encerrada a reunião!

-O Choque Anímico (II):

Indicadores de qualidade: Espírito sofredor aliviado; Espírito agressivo, retido para o diálogo e controlado (durante uns 12 minutos); sensações desagradáveis no Espírito agressivo; retorno do Espírito, apresentando-se mais conciliador. Cuidado para não “matar” o Espírito, fazendo-o morrer novamente. Isso pode acontecer no período de perturbação, pós desencarne, em que o Espírito não sabe que “morreu”. Uma notícia, assim, dada abruptamente, pode causar-lhe um forte desequilíbrio. A espiritualidade tem recursos para fazê-lo conhecer essa verdade, através da hipnose regressiva. O doutrinador deve-se ater a dar-lhe sugestões. O médium deve ficar no máximo de 12 minutos com o Espírito “incorporado” (termo inadequado porque o Espírito não toma o corpo do médium). Deve-se tomar cuidado para não dar uma notícia trágica, de supetão, como por exemplo, quando alguém, cheio de preocupações, diz: – Não sei o que houve. Seu interlocutor fala: -Acalme-se, foi só o fulano que morreu! Uma notícia dada dessa maneira pode causar uma tragédia. Dê a notícia, lentamente, da forma: -Está meio geladinha. Contou que um rapaz, que acabou de desencarnar, encontrou sua mãe no mundo espiritual e perguntou: -Mamãe, você por aqui? A mãe respondeu: -Não, meu filho, é você quem está por aqui! Disse que assistiu ao desencarne lindo de uma senhora. Ela, antes de fechar os olhos, definitivamente, abriu os braços e falou: -Papai, mamãe! A atriz Marilyn Monroe, que morreu devido a uma overdose, sofreu muito, ao ser vampirizada por entidades e ver seu corpo sendo sugado.

PERGUNTAS:

P1. Por que a exclusão da apometria como terapia espírita?

R1. Porque se trata de uma utopia, que não se transformou em verdade. É preciso maior observação e que haja repetitividade. Tal terapia é contrária aos princípios preconizados por Kardec. Trata-se de um trabalho que não foi ainda aceito como verdade. Tal terapia assemelha-se à “antigoécia” (combate à magia negra). Não é recomendável evocar Espíritos de pessoas que estão doentes, com o fim de tratá-las. A cromoterapia não é espírita. Recomendou que se tivesse cuidado com certos livros que estão “jordaniando” por aí, pois se tratam de livros falaciosos, em que os Espíritos contam meias verdades. No início, parece que seguem Kardec, mas depois, vão falando coisas pessoais, próprias do Espírito. Tais terapias são semelhantes àquelas chamadas de desoxigenação, que pretendiam afastar os Espíritos do mundo, ou àquela em que o doutrinador colocava a mão e pressionava o ventre da paciente, citada acima. Vamos dar respaldo àquilo que acontece. Acautelemo-nos.

P2. O que pode dizer sobre as múltiplas comunicações simultâneas?

R2. Chico Xavier psicografava, ouvindo música de Roberto Carlos, que adorava, e com alguém falando. É preferível concentrar-se em uma mesa só, não em várias mesinhas. Assim, o doutrinador pode dialogar melhor e sentar-se junto ao médium que está recebendo a comunicação.

P3. É certo o doutrinador repreender o médium que está mistificando?

R3. Citou o caso de um doutrinador que se submeteu aos caprichos de um Espírito, que receitava remédios, mas que tinha a postura de um suicida, estava sendo vítima de obsessores e sentindo dor, quando ele falou que não queria que fossem colocados livros em cima da mesa, pois a mesma deveria ser reservada para remédios. O doutrinou obedeceu ao Espírito e tirou os livros de sobre a mesa, colocando, a seguir, os remédios. Com tal atitude, a vibração caiu. Falou, também, sobre um Espírito que se comunicou através da psicografia, que chegou doente e fez-se de curado, após algumas reuniões. Voltou, depois, como mentor. Era, na verdade, um intruso, que queria testar a vigilância do médium. Tem-se que procurar desmascará-lo, na hora. Tal recomendação deve ser feita, nos moldes de como acontece com um carteiro, que é advertido para tomar cuidado, a fim de não entregar uma carta-bomba. Nos casos de se perceber certo animismo ou emoção, sobrepondo à mensagem, é preciso alertar o médium para que tome cuidado e fique mais vigilante. A pergunta 196 de O Livro dos Espíritos, faz referência aos médiuns melindrados. Erasto fala que se deve deixar o médium se pavonear em outra instituição espírita.

P4. Explique melhor a influência do inconsciente profundo (id) do médium nas comunicações?

R4. Se se dispõe de um copo limpo e nele se derrama água, até que derrame, percebe-se que ela sai limpa. O mesmo não aconteceria se a água estivesse suja. O corpo é tal qual o médium, que se tiver limpo por dentro, vai jogar para fora só coisas limpas.

P5. É correto o canto numa reunião mediúnica? Se se tratar de um terreiro, lá se canta o ponto e o caboclo. R5. Sentiu, certa vez, uma luz intensa, tal como se fora uma ideoplastia do auditório. Deve ser mantido um silêncio respeitoso. Nada de cantar, de liberar emoções. Se precisar de alguma coisa de fora, é porque não tem mediunidade dentro.

P6. O que pode ser dito sobre o fato de as pessoas levarem nomes de outras pessoas que f azem a AE?

R6. As pessoas ficam vibrando. Foi descoberto, a tempo, um caso de câncer de pulmão, causado pelo fumo. Não se pode tocar no assunto da doença. Evitar que o médium tenha informação sobre os problemas do paciente. Feito o Evangelho, às 21:15, utilizar o caderninho para vibração. Quando se dirigia ao C. Espírita, uma senhora, que sabia freqüentar Centro, pediu-lhe para vibrar por ela. Todo mundo vibrou pela senhora, respondeu. Lá também chegou o terremoto. O trabalho precisa ter resposta científica.

P7. No caso de um grupo que tem dois doutrinadores, um deles doutrina e o outro fica passivo?

R7. Se os dois são médiuns, devem agir como médiuns. Não devem os médiuns, substituir o

Doutrinador, procurando-se arranjar um, o quanto antes. Nada de médium bombril, que faz tudo.

P8. Os médiuns devem manter o mesmo lugar em todas as reuniões?

R8. Não há necessidade, a não ser se houver dificuldade de o doutrinador identificar a posição desse ou daquele médium, no escuro, caso não se oriente no início.

P9. Como se deve proceder nas reuniões mediúnicas destinadas à cura?

R9. Tais reuniões envolvem muita energia, sendo necessários muita abnegação, renúncia, fidelização ao trabalho, vida sexual equilibrada, não fumar, não beber, etc., por parte dos médiuns. Precisa sublimar o sexo, pela diminuição da libido, o que nem sempre é compreendido pela esposa. É preciso cuidado com o estigma da missão. É um trabalho válido e produtivo. Os médiuns proféticos não mais existem, por não mais serem necessários, pois já há instrumentos confiáveis que prevêem acontecimentos e os divulgam, através da mídia. A mediunidade de efeito físico, do tipo pancada e ruídos (raps), quase não é mais observada. Os médiuns receitistas (tipo pajé), estão sumindo. O trabalho existe, mas é restrito a poucos. Referiu-se às mensagens inventadas pelo médium e recomendou cuidado com as invenções. Num Centro, onde era realizada uma reunião mediúnica de cura, havia até um enfermeiro e uma secretária fazendo anotações. Foi-lhe mandado tomar um banho de vinagre (que conversa é essa?) e comer farelo, que também questionou. Esse tipo de trabalho acabou sendo suspenso, pois, na verdade, a meta, o objetivo é a evangelizar.

P10. Entendi direito ou fiz confusão? Médium de vibração não é o mesmo médium de apoio?

R10. O médium deve ficar atento, tem que ter uma função. Ficar vibrando, só se tiver mal de Parkinson, disse brincando. Um Centro Espírita que passe por dificuldades com médiuns, pode fazer uma reunião de vibração. Pode, também, ficar em quarentena e fazer tratamento em outra Casa Espírita. É necessário retirar os perturbadores, para não comprometer o grupo.

P11. O que pode dizer sobre o uso de álcool, 72 horas antes da reunião mediúnica, e a prática de sexo, na véspera ou no dia da reunião?

R11. A prática de sexo envolve energias e instinto sexual. Cenas fortes são vividas durante o ato e o médium não consegue se desvencilhar delas com facilidade. Ocorre um grande envolvimento.. É recomendável que seja feita abstração do sexo, ou seja, resguardado de praticá-lo, para evitar sua desorganização energética. O uso de fluidoterapia, passes individuais ou coletivos, música e prece meditativa, são instrumentos valiosos para conter um pouco os desejos. O passe tem o poder de cauterizar até tumorações.

P12. O que você acha de pessoas que buscam desenvolver a mediunidade através de chás?

R12. Alguns tipos de chás, do tipo alucinógeno, alteram a consciência de quem os toma. São criados clichês mentais anímicos. Nessa hora, o experimentador pode ser envolvido por Espíritos. A cachaça, que tem um teor alcoólico elevado, altera a consciência, obtendo-se maior desprendimento do perispírito. As bebidas estimulantes fazem perder o estado de lucidez, podendo ocorrer que a pessoa chegue a atentar contra a própria vida.

P13. Quando freqüento uma reunião mediúnica tenho muito sono. O que você sugere? O que fazer?

R13. Tem que haver compromisso com a reunião espírita. Conforme André Luiz, essa sonolência, se não for cansaço, decorre de um ritmo desgastante ou de sugestões hipnóticas magnéticas. Ocorre um reajuste da função do sono, no hipotálamo. Sob a influência espiritual, isso aparece mais. A glândula pineal desloca-se e atinge o hipotálamo e aí. Você tem problemas. Somos obsedados naquilo em que temos desajustes. Lute contra isso. São feitas sugestões hipnóticas, ou dá-se a impregnação por fluidos magnéticos fortes, visando evitar que se adquiram conhecimentos. Lave o rosto, fique em pé, mas não saia da sala. Não se entregue. A média de sono desejável a uma pessoa é da ordem de 8 horas por noite. Após as 21:00 h/ 21:30 h, dorme a noite inteira. Não precisa dormir durante o dia. Vedar a entrada de luz, para conciliar melhor o sono.

● A qualidade da reunião, na visão de Allan Kardec: Toda reunião deve tender para a maior homogeneidade possível. Falamos daquelas que se deseja chegar a resultados sérios e verdadeiramente úteis. Se o que se quer é apenas obter comunicações, sem nenhuma atenção à qualidade dos que a dêem, evidentemente desnecessárias se tornam todas essas precauções; mas, então, ninguém tem que se queixar da qualidade do produto. (Cap. 29, item 428, de O Livro dos Médiuns).

Achou muito interessante uma frase que leu em uma lápide: “Leve da vida a vida que levei”.

Falou que o espírita não teme a morte, mas que isso não aconteceu com uma senhora, que procurou um médico, o qual lhe disse que o problema que a afligia, tratava-se de uma virose (hoje em dia, qualquer problema que a pessoa tenha é diagnosticado como virose). A senhora estava com 42 ºC de febre. Foram-lhe recomendados tomar muita água e repouso. Esse tratamento está de acordo com a campanha de hiper-hidratação do governo. A senhora bebe muita água, acaba ficando morta, pela obesidade. Pinheiro Ramos é um Espírito amigo. Certa vez alguém, com medo de morrer, pois estava se sentindo mais pra lá do que pra cá, falou-lhe: -Sr. Pinheiro, não queria morrer não. Pinheiro Ramos perguntou-lhe: – Já esqueceu como morreu? Como é possível, se já morreu tantas vezes! A pessoa falou-lhe: – Não quero nem lembrar. Pinheiro, com certa ironia, falou-lhe: -Morrer é como estar numa sala e ir para outra. O problema é quem está na outra sala lhe esperando. A pessoa começou a suar e logo ficou boa.

Precisamos trazer de volta Allan Kardec à Casa Espírita. A resistência à melhoria dos trabalhos, visando as relações de fraternidade, estendidas aos Espíritos, é ainda muito grande, tal como acontece em Recife. A espiritualidade está preocupada pela forma como o Espiritismo está sendo praticado nas Casas Espíritas.

Dados compilados por Orlando Mota Maia, trabalhador do Centro Espírita Aurora Redentora – CEAR.

acha de pessoas que buscam desenvolver a mediunidade atravposiçia do audit (Quaisquer impropriedades, incorreções ou falta de fidelidade, com relação ao que o palestrante disse, são decorrentes da nossa incapacidade de anotar e/ou reter tudo quanto foi falado, com a precisão devida, bem como, pela não perfeita assimilação, de nossa parte, da mensagem transmitida).

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