Estimados irmãos e irmãs internautas! Enquanto a turma com tempo disponível briga, estudemos mais um pouquinho.

Abram, por favor, o livro “Nosso Lar”, no capítulo 17, “Em casa de Lísias”, e atentem para o pequeno mas significativo parágrafo que vou transcrever:

“Ao tinido brando da campainha no interior, surgiu à porta simpática matrona.”

Vejam que curioso e interessante: Lísias, acompanhado de André Luiz, chegando à porta da casa na qual residia em “Nosso Lar”, tocou a campainha!

– “Ora, Dr. Inácio – talvez alguém possa me retrucar –, o que há de mais nisso? O senhor está viajando na ‘maionese’…”

Eu lhe responderei:

– É que, quando estava por aí com vocês, envergando o traje carnal, eu supunha que, em qualquer lugar, o espírito pudesse atravessar paredes… Desde que desencarnado, para que abrirem-se portas para ele?!

A referida frase de André Luiz está perdida no meio do texto do capítulo, que, aliás, contém outras revelações de suma importância, que poucos leitores percebem.

Hoje, no entanto, nós iremos ficar apenas com o intrigante episódio da campainha que soou numa casa de “Nosso Lar”, anunciando visitantes ditos mortos à porta! Um caso digno de Sherlock Holmes, vocês não acham?

Gostaria, imensamente, de que vocês opinassem a respeito.

Por que será que Lísias não atravessou a parede de sua própria casa? Será porque se fazia acompanhar de André Luiz e, certamente, não quis constranger o amigo recém-desencarnado? Ou será que os considerados mortossomente conseguem atravessar paredes na Terra? E, se apenas conseguem atravessar paredes na Terra, qual é o motivo de não o poderem fazer no Mundo Espiritual?

Não seria justo pensarmos que há estreita relação entre a matéria que constitui o perispírito e a matéria de que as coisas se constituem no Mundo Espiritual?

E mais: por aqui, não é somente Lísias que não atravessa paredes, não! Tempos atrás, fiz uma experiência e quase fraturei o nariz de meu corpo espiritual – diga-se de passagem, do ponto de vista anatômico, estou com o nariz muito mais bem acabado do que o tinha por aí! Aquelas duas “fornalhas”, que expeliam tanta fumaça e que, distraidamente, costumava explorar com o indicador e o polegar… Bem, deixemos tal assunto de lado. Voltemos ao “transcendente” episódio da campainha, que Lísias não fez soar à toa – creio que ele queria que essa campainha nos soasse no entendimento mais amplo da Verdade!

Esperarei pela inteligente argumentação de vocês, que sei não me decepcionarão – vocês são argutos e perspicazes!

Agora: peço-lhes que desse simples toque de campainha tirem outras deduções que haverão de ser de suma importância para discutirmos assuntos futuros, certo? Será o Plano Espiritual tão espiritual quanto os homens imaginam que seja? Se a casa de Lísias era mantida de porta fechada, ela poderia receber, digamos, policiáveis “amigos do alheio”?

Precisamos aprender, ao estudá-los, a explorar os textos espíritas em todo o seu conteúdo, inclusive no que se encontra implícito.

Encerrando, por falar em paredes, um bom teste para saber se desencarnou, é você tentar atravessar a parede de sua casa!

INÁCIO FERREIRA

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