Quando a paz brota em nosso interior, a vida contempla uma nova realidade, a única a ser vivida e desfrutada. O efeito é a alegria, que dá origem a um estado único, onde a compreensão é presente e a conexão com o amor é estabelecida. A paz está dentro de nós, para sempre.

Ela faz parte da nossa natureza. Mas, nem sempre sentimos paz e isto se dá porque criamos grandes desvios em nosso próprio caminho, um caminho que nos foi dado para aprendermos a usar nossos dons, nossas características divinas. Não nos damos conta de que, quando fora da nossa rota, distanciamo-nos do nosso estado natural. Nossas projeções, nossas percepções equivocadas, turvam a nossa visão interior, deixando-nos no escuro, fazendo-nos acostumar a viver o que não foi feito para ser vivido, como a ignorância em não tomar ciência da própria luz, da própria força e do amor que tudo transforma para que possamos ser dignos aos olhos do Criador.

Se estivermos atentos, veremos que a paz é como o ar que respiramos, está em toda a parte, dentro e fora de nós. Mas para percebê-la é necessário vermos as coisas sob a lente do amor, pois as criações de Deus só se manifestam no amor, pois são o próprio amor. Fora deste estado que Deus nos deu, será impossível sentirmos a bênção que paira sobre todos nós. Para sentir paz é necessário estarmos conectados com a paz e para isto, o estado presente e atento é necessário. Quando partimos do princípio de que tudo nos é dado, poderemos conhecer a nós mesmos e então estaremos diante de uma inevitável realidade: a paz que tanto sonhamos está em nós, nós somos a própria paz.

Não podemos ter, cultivar a paz da indifrença, a paz da fuga, do egoísmo, pois isso nunca será paz, a verdadeira transcende de um amor maior, não se condiz com a violência, é amiga íntima da caridade, perfaz sempre o caminho de ajuda ao próximo, jamais vai existir paz nos esquecendo do nosso próximo.

A paz da indifernça é a pior paz que podemos cultivar, é a paz do mar morto. Que paz é essa que muitos querem cultivar, se isolando do mundo, da realidade. A verdadeira paz nasce de dentro de nós e não fica estaganada com as dores dos outros. É aquela que busca entender os designios de Deus, que evita que sejamos como antes, errantes de muitas vezes, ermos, perdidos em nossas ilusões.

Que possamos cultivar a paz do mestre do amor, da serenidade, enfim a paz pela paz com todos nossos irmãos. Nunca teremos paz enquanto tivermos qualquer rancor com qualquer irmão.

Que a paz do Cristo esteja com todos vós.

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