De acordo com o planejamento reencarnatório de cada um, pode-se estabelecer uma classificação para os matrimônios. Martins Peralva [1] foi muito feliz nesse empreendimento, classificando cinco tipos principais de casamento:

Acidentais – “encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atração momentânea, sem qualquer ascendente espiritual".

*Esse tipo de relacionamento parece que cada dia ganha mais força, conheço casais que passaram poucas horas casados, parece que a atração se resume apenas nas coisas materiais, podem até ficar casados, mas quando partem para o mundo maior cada um caminha para o seu lado.

Estranho pelo menos para mim, certos relacionamentos que começam primeiro por uma noite juntos, se tudo for bem, aí começasse um relacionamento.

Na minha opinião particular, entendo que a maioria de nós temos uma programação de reajuste realizada antes do nosso mergulho na carne, sobre vários aspectos, inclusive o do casamento. É a história do encontrado marcado, mas nem todos tomam a estrada traçada anteriormente, se perdem se atrasam, tomam caminhos diversos, ao acontecer isso acontece uma reprogramação para as partes envolvidas, tomando-se novos rumos na vida, entendo que nesses caos não sejam nem acidentais mas mais provacionais. Por exemplo se o seu amado comete suicídio, outro irmão terá que tomar o seu lugar, mas que tenha alguma afinidade com a moça, é super interessante esse emparelhamento de vidas que acontece no plano maior.

Provacionais – “reencontro de almas, para reajustes necessários à evolução de ambas”.

Talvez a maioria das pessoas passem por esse tipo de matrimônio, onde os reajustes são necessários para que ambos possam crescer, as as vezes existem até mais afinidade com outros seres, mas o entrelace é necessário para que esse dois seres entrem num concenso de velhas vidas de desajustes. Agora se encontram sobre uma condição nova para que possam caminhar em paz finalmente.

Sacrificiais – “reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimi-la”.

Encontramos muitos exemplos desse tipo de casamento, onde nota-se que existe um dos conjugues que se doa imensamente para que a relação dê certo, seja duradoura, perdoando sempre, é uma grande prova de amor, sempre realizada por uma das partes, mas nem sempre compreendida pelo outro e, pelas pessoas.

Afins – “reencontro de corações amigos, para consolidação de afetos”.

São duas almas que se reencontram para consolidarem suas amizades agora na carne, não posso dizer que sejam duas almas evoluídas, mas sim que são duas almas amigas que agora na carne voltam juntas para se ajudarem, isso não quer dizer que não tenham difrenças no passado, mas que compreenderam que o melhor caminho é este, que eles seguem hoje.

Transcendentes – “almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais”.

É este  sim, o tipo de encontro em que os dois são almas afinizadas que se encontram para realizarem um trabalho de ajuda ao próximo, que juntos terão muito mais força para realizarem um trabalho, com os filhos, com uma comunidade. São almas mais evoluídas que vinheram em missão consagrada no bem.

A partir dessa classificação, tem-se que perguntar: – Os namoros precipitados não alteram o planejamento reencarnatório?

Responder de forma genérica é certamente arriscado, até porque o estado de encarnação do Espírito impede-lhe, via de regra, maior consciência sobre o previamente estabelecido na Erraticidade [2].

Sendo o livre arbítrio soberano, os encarnados fazemos e refazemos nossos caminhos e sinalizações morais, podendo até quebrar compromissos, postergando-os. Daí os replanejamentos com as devidas anotações de responsabilidade para o futuro.

Em vista da situação questionada, é certo que um dia o encontro acontecerá. No entanto, o acerto foi rompido antes, quando se consumou o casamento acidental de um deles. E aí, como fica? Abandona-se o casamento acidental, na maioria das vezes vinculado a existência de filhos? Parte-se para uma relação extraconjugal?

O problema é sério e implica em responsabilidade perante a lei divina, se houver prejuízos a outrem. Nessas horas é muito difícil as pessoas lembrarem da receita de Jesus, para não fazermos aos outros o que não desejamos para nós.

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[1] ESTUDANDO A MEDIUNIDADE, no Capítulo XVIII – Espiritismo e Lar, p. 101-105.
[2] Denomina-se erraticidade ao estado do Espírito desencarnado no período que medeia uma e outra

*http://searadosespiritos.blogspot.com/2009/03/responsabilidade-do-casamento-acidental.html

* comentários meus.

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