O nosso passado grita dentro de nós, clamando por correção.

Nossas tendências, no entanto, ainda nos prendem a esse passado,

trazendo-o para o presente, nessa repetição intérmina de erros e desacertos.

Se, por alguns instantes, surge em nós a idéia de renovação, no tempo maior,

nosso orgulho sufoca novamente,  eliminando-a e alimentando os pendores antigos;

por isso mesmo a necessidade da prece.

Vigiemo-nos e oremos.

Supliquemos ao Pai das Bênçãos a bênção da humildade; sem ela, não teremos condições

de nos conhecer, e sem nos conhecermos, jamais nos modificaremos.

Humildes, começaremos a conhecer os nossos defeitos.

Conhecendo-os, certamente iniciaremos a nossa modificação,

mesmo que seja timidamente a princípio.

Bem sabemos que somos nós próprios a causa do nosso insucesso na retomada

de um novo rumo.

Se ainda não vencemos, foi porque não nos sentimos suficientemente

esclarecidos e fortes o bastante para começarmos a grande luta de nossa vida:

a da nossa redenção.

Necessitamos começar já a nossa batalha.

O tempo urge, é verdade!

Mas é igualmente verdade que ainda temos tempo suficiente para a nossa transformação interior.

Necessitamos começar já a nossa batalha.

Nessa “encruzilhada do destino”, teremos que escolher o caminho a seguir.

Daí a necessidade da substituição de valores, a fim de substituirmos os pendores, transformando-os de maus em bons.

Aquilo que existe em mim, e faz parte de mim, pode ser transformado. Aquilo que é do outro, e faz parte do outro, só pode ser transformado

pelo outro; e será compreendido e aceito por mim dentro dos meus limites.

É verdade que não podemos mudar o que passou. Mas temos o presente em nossas mãos.

Olhamos para o passado e ainda dói – mas, afinal, o que é que dói, dentro de nós? O orgulho, Sofremos porque queremos crer que mereceríamos da vida um tratamento melhor.

Em outras palavras: sofremos porque desejamos desfrutar de certas conquistas espirituais,

sem que tenha havido empenho interno para atingi-las.

Contudo, a sabedoria da vida nos dá o que precisamos e nos coloca junto às pessoas com quem podemos aprender.

Se este aprendizado não é mais agradável, é porque insistimos em permanecer como estamos, enquanto a lei divina pede – transformação.

Não podemos culpar o passado, nem os outros, por nossas atitudes de hoje.

O importante é perceber que o nosso passado influencia no nosso presente, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

É necessário dar o primeiro passo em uma nova trajetória, lembrando-nos sempre da enorme bênção trazida pelo tempo,

que renova nossa existência a cada nascer do dia, proporcionando-nos uma oportunidade de começar tudo de novo, iniciar uma vida diferente.

Basta que nos apresentemos dispostos a isso.

QUE A PAZ DE DEUS ESTEJA SEMPRE COM VOCÊ!.

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