Domingo, 29 de Março de 2009

 

Estamos a aproximar-nos da Páscoa e, mesmo que não sejamos crentes, não faz mal aproveitar estes momentos para meditarmos nas realidades da vida em que os vectores religiosos têm um lugar mais ou menos importante. Por isso, e para ir ao encontro da lição da amiga Maria Letra ao filho, não quero deixar de aproveitar este texto que recebi por e-mail e que trata de um breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e Dalai Lama.
Leonardo Boff explica:
"No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:
– "Santidade, qual é a melhor religião?"
Esperava que ele dissesse:
"É o budismo tibetano" ou "São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo."
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos – o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta – e afirmou:
– "A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus.
É aquela que te faz melhor."
Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:
– "O que me faz melhor?"
Respondeu ele:
– "Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz maissensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável…
A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião…"
Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável

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