Sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Pesquisa, conduzida pela Universidade de Brasília, demonstra que ultrapassa de cinco milhões o número de mulheres brasileiras que já abortaram.
Segundo a antropóloga e professora da UnB, Débora Diniz, uma mulher em cada cinco, aos 40 anos, fez aborto.
Os dados confirmam que 5 milhões e 300 mil mulheres em algum momento da vida já fizeram aborto. Isso é fato constatado. Como resolver a questão?
As clínicas clandestinas existem e são verdadeiros feirões do aborto. Seus proprietários estão milionários. Não é para menos, pois chegam a cobrar R$ 800,00 para uma curetagem, R$ 1.200,00 para a sucção e R$ 1.800,00 para destroçarem o bebê através do vácuo.
Especialistas afirmam ainda que as vítimas de complicações de aborto nessas clínicas acabam tendo que serem socorridas pelo sistema de saúde público, o Sistema Único de Saúde (SUS). Uma pesquisa do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo levantou um número espantoso. Entre 1995 e 2007, a curetagem depois do procedimento de aborto foi a cirurgia mais realizada pelo SUS: 3,1 milhões de registros, contra 1,8 milhão de cirurgias de correção de hérnia.
O que isso significa? Um tremendo impacto na saúde pública brasileira. Não há legislação humana que identifique de imediato o ignóbil infanticídio, nos redutos familiares ou na bruma da noite, e aos que mergulham na torpeza do aborto. Quem é essa mulher que faz aborto? Ela é a mulher típica brasileira. Não há nada de particular na mulher que faz aborto, explica Débora Diniz. Por essas e outras que o Brasil é o campeão mundial da prática abortista.
A taxa de interrupção de gravidez supera a taxa de nascimento. Esta situação fez surgir no país grupos dispostos a legalizar o aborto, torná-lo fácil, acessível, higiênico, juridicamente “correto”. Ainda que isso viesse ocorrer, JAMAIS esqueçamos que o aborto ilegal ou legalizado SEMPRE será um CRIME perante às Leis de Divinas! O Jornal Folha de São Paulo, de 07/10/2007, afirma que o Instituto de Pesquisa Datafolha constatou que, nos últimos anos, o número de brasileiros, que acham a prática do aborto “muito grave”, aumentou de 61%, para 71% e que, atualmente, apenas 3% dos brasileiros consideram o aborto moralmente aceitável.(1)
Os arautos do aborto evocam as péssimas condições em que são realizados os procedimentos clandestinos. Porém, em que pese a sua veracidade, não nos enganemos, acreditando que o aborto oficial irá resolver a questão do infanticídio; ao contrário, o aumentará e muito! Ele continuará a ser praticado escondido e não controlado, pois a clandestinidade é cúmplice do anonimato e não exige explicações. Descriminalizar o aborto, sob quaisquer circunstâncias, será um expressivo marco de estagnação espiritual na história da sociedade brasileira.
Outra questão gravíssima, na legalização do aborto é a seguinte: estariam todos os obstetras disponíveis à prática abortiva? Seria possível, no âmbito da ética médica, conciliar uma medicina que propõe valorizar a vida com uma medicina que mata? Não nos enganemos, a medicina que executa o aborto nos países que já legalizaram o assassinato do bebê no ventre materno é uma medicina criminosa. Não há lei humana que atenue essa situação ante a Lei de Deus.
Chico Xavier adverte que “admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões.”(2)
No caso de violência sexual (estupro), quando a mulher engravida e não se sinta com estrutura psicológica para criar o filho, cremos que a legislação deveria facilitar e estimular a adoção da criança nascida nessas circunstâncias, ao invés de promover a sua morte legal. “O Espiritismo, considerando o lado transcendente das situações humanas, estimula a mãe [violentada] a levar adiante a gravidez e até mesmo a criação daquele filho, superando o trauma do estupro, porque aquele Espírito reencarnante terá, possivelmente, um compromisso passado com a genitora.”(3)
Se muitos tribunais do mundo condenam, em sua maioria, a prática do aborto, as Leis Divinas, por seu turno, atuam inflexivelmente sobre os que alucinadamente o provocam. Fixam essas leis no tribunal das próprias consciências culpadas, tenebrosos processos de resgate que podem conduzir ao câncer e à loucura, agora ou mais tarde.”(4)
A bióloga Érika Hessen, minha filha, comentando comigo o tema sobre o aborto, explicou que “existe uma parcela de culpa da sociedade também, principalmente no que diz respeito à educação que muitos pais falham com seus filhos, o estímulo exagerado da mídia ao sexo, a erotização das nossas crianças e jovens que levam adolescentes quase crianças a terem suas primeiras relações sexuais prematuramente. O número de adolescentes grávidas aumenta cada dia, e não dá para responsabilizar somente a mãe imatura e inconsequente que abdica da nobre missão da maternidade. O sexo está cada vez banalizado e ninguém discute muito isso, então as consequências do sexo promíscuo, das relações afetivas deterioradas são exatamente os crimes contra a vida, as doenças incuráveis e as loucuras.”
Não lançamos aqui condenação àqueles que estão perdidos no corredor escuro do erro já consumado, até para que não caiam na vala profunda do desalento. “Expressamos idéias, cujo escopo é iluminá-los com o farol do esclarecimento, para que enxerguem mais adiante, optando por trabalhar em prol dos necessitados e, sobretudo, numa demonstração inconteste de amor ao próximo, adotando filhos rejeitados que, atualmente, amontoam-se nos orfanatos. Para quem já errou, convém lembrar o seguinte: errar é aprender, mas, ao invés de se fixarem no remorso, precisam aproveitar a experiência, como uma boa oportunidade para discernimento futuro.”(5) A Lei de Causa e Efeito não é uma estrada de mão única. É uma lei que admite reparações, que oferece oportunidades ilimitadas, para que todos possam expiar seus enganos.
Jorge Hessen
FONTES:
(1) Publicado no Jornal Folha de São Paulo, edição de 07/10/2007
(2) Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Religião dos Espíritos, ditado pelo Espírito Emmanuel. 14a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2001.
(3) Cf. Manifesto Espírita sobre o Aborto Federação Espírita Brasileira Manifesto aprovado na reunião do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, nos dias 7, 8 e 9 de novembro de 98
(4) Peralva, Martins.O Pensamento de Emmanuel.Cap. I Rio de Janeiro: Editora FEB, 1978
(5) Entrevista de Jorge Hessen concedida à Revista Eletrônica “O Consolador”,disponível em http://www.oconsolador.com.br/17/entrevista.html

Postado por Marco Aurelio Rocha às Sexta-feira, Fevereiro 18, 2011

* http://marcoaureliorocha5.blogspot.com/2011/02/feiroes-do-aborto-verdadeira-trajedia.html?spref=fb

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